finalmente hoje posso dizer que já estou a 90% do normal, para esta altura do tratamento (mais tarde do que os anteriores), vai daí vim aqui dar um pulinho para ver como é que isto ia indo (gosto desta expressão), ia indo. acho-lhe graça, que hei-de eu fazer? nada.
bem mas vou-vos dar conta de uma resposta (comentário) que acabei de fazer em outro blogue, ou seja, não vos vou transcrever, nem nada que se pareça, mas digo-vos que era sobre um tema que muito prezo: a amizade.
a amizade é uma coisa maravilhosa, há culturas que medem a riqueza de um homem pelos amigos que tem, não chegaria a tanto porque existem pessoas que não dão chance de nos mostrarmos a elas (e elas muito menos se mostram a nós) com prejuízo para ambas as partes, pois desse conhecimento poderia nascer uma amizade.
eu conheço muita gente e muita gente me conhece (aqui devia escrever sei quem é muita gente, porque conhecer, conhecer mesmo, é outra coisa muito mais profunda, mas vamos manter o conhecer) e tenho alguns amigos (masculinos e femininos, claro), sei que tenho porque já me provaram que o são, mas vem isto à baila porque agora que sou, quase, recluso à força e convivo menos com eles, parece-me que ainda gosto mais deles, mas não é assim, SINTO é falta deles, de falarmos, rirmos, enfim, estarmos juntos. é bom, muito bom, estarmos com as pessoas de quem gostamos, de partilhar com elas o nosso tempo e o nosso ser, de sentir que só pelo facto de estarmos perto nos sentimos melhores, mais completos, mais (porque não?) felizes.
ter amigos é muito porreiro, não é? pois é.
té manhã, se calhar.
31 de março de 2010
28 de março de 2010
27 de março de 2010
LIMITAÇÕES
Paula, quando vieres vamos tentar por isto como estava antes de eu andar para aqui a mexer, nem sei bem em quê. Ok?
26 de março de 2010
Pela boca morre o peixe
ainda não é desta que estou de volta. o pensamento ainda tem que estar concentrado noutras coisas, talvez amanhã.
25 de março de 2010
Sexta feira, 26 de Março de 2010
são 04:42 (gmt) e parece (eu disse parece) que estou de volta. vamos ver quando acordar, que isto ainda são uns comprimiditos a falar. eu já venho.
19 de março de 2010
19 de Março de 2010 - Feliz dia do Pai
feliz dia do Pai para ti Ulisses, que tens tentado, pelo menos isso, sê-lo, nem sempre o conseguiste, mas podes ter orgulho em ter tentado.
simples, não?
simples, não?
O menino que não tinha brinquedos ( a última)
desta vez é que eu estou mesmo em brasa! demorei a ter alguns (tão poucos) brinquedos e já só em grande.. e feitos quase todos por mim, e agora levam-me o último.
o meu alfa 145 1.4 injecção, motor boxer, bordeaux, suspensão rebaixada, jantes largas e com espaçadores, preparadinho para pista, direcção quase directa, panela de competição, etc, etc, vai à vida, ou seja, vai morrer. tudo isto porque o desgramado do motor, sem mais aquelas, sem qualquer aviso, entendeu que estava na altura de pifar, e pifou. como está muito difícil, arranjar um boxer para substituir aquele, vou abater o gajo e pronto, já está. lá se vai o último brinquedo (e se eu gostava dele). tudo isto porque tenho uma merda de um cancro, quem diria?
parecendo que não, por vezes uma situação leva a outras que, aparentemente nada têm em comum e que raramente, mas muito raramente, mesmo muito raramente, se conseguem desenlear enquanto a origem não for resolvida, é assim com as coisas boas e muito mais com as más, experiência própria.
fico sem o meu último brinquedo, mais pobre e mais triste, mas em compensação fico com mais um desafio: tenho que arranjar outro brinquedo. vamos ver se ainda tenho tempo e arte para tal, porque coragem não falta, por enquanto.
também estou triste por outra coisa: hoje ouvi dizer que se comemora o dia do Pai, são 18:40 zulu e ainda nenhum dos meus dois Filhos, a quem tanto adoro, tiveram a gentileza de me dizer, pelo menos, Feliz Dia do Pai. ambos têm telefone, mail e a minha Filha inclusive mora comigo ...
por acaso estou triste, porque esperava uma coisa assim logo pela manhã, embora também seja pai deles à noite, não é? pois é.
o meu alfa 145 1.4 injecção, motor boxer, bordeaux, suspensão rebaixada, jantes largas e com espaçadores, preparadinho para pista, direcção quase directa, panela de competição, etc, etc, vai à vida, ou seja, vai morrer. tudo isto porque o desgramado do motor, sem mais aquelas, sem qualquer aviso, entendeu que estava na altura de pifar, e pifou. como está muito difícil, arranjar um boxer para substituir aquele, vou abater o gajo e pronto, já está. lá se vai o último brinquedo (e se eu gostava dele). tudo isto porque tenho uma merda de um cancro, quem diria?
parecendo que não, por vezes uma situação leva a outras que, aparentemente nada têm em comum e que raramente, mas muito raramente, mesmo muito raramente, se conseguem desenlear enquanto a origem não for resolvida, é assim com as coisas boas e muito mais com as más, experiência própria.
fico sem o meu último brinquedo, mais pobre e mais triste, mas em compensação fico com mais um desafio: tenho que arranjar outro brinquedo. vamos ver se ainda tenho tempo e arte para tal, porque coragem não falta, por enquanto.
também estou triste por outra coisa: hoje ouvi dizer que se comemora o dia do Pai, são 18:40 zulu e ainda nenhum dos meus dois Filhos, a quem tanto adoro, tiveram a gentileza de me dizer, pelo menos, Feliz Dia do Pai. ambos têm telefone, mail e a minha Filha inclusive mora comigo ...
por acaso estou triste, porque esperava uma coisa assim logo pela manhã, embora também seja pai deles à noite, não é? pois é.
Recado
Filhote, tenho que te pedir desculpa mas, a partir de agora, os meus comentários aos teus textos serão muito menos frequentes. primeiro porque tu vais muito à frente do meu poder de análise, síntese e desenvolvimento, e eu vou ficar embaraçado se algum dos meus comentários não esteja à altura da mensagem quer eram supostos comentar.
segundo. cada vez mais o teu inglês é a tua primeira língua e o meu passou para terceira, ou mesmo quarta, já não me sinto tão à vontade para as "entrelinhas", embora o essencial ainda consiga apreender.
terceiro, e (por agora) último, tu falas de amor. de um ou mais amores, o que eu acho uma maravilha, falar de amor, mesmo quando as palavras possam não ser as mais correctas ou indicadas, é sempre bom, porque se fala de uma coisa muito importante, talvez a mais importante que exista.
o problema é que esse amor, ou amores, são sentimentos teus, que terás que ser tu a resolver, descobrir, efectivar (ou não). sobre amor não se podem dar conselhos ou comentários, eles estão no coração de cada qual, que os vive e sente à sua maneira, ou se consertam ou se rasgam corações mas esses são actos solitários.
nunca deixarei de ler tudo o que escreveres, mas só comentarei aquilo a que me sentir capaz de o fazer, não penses que as minhas capacidades mentais estão muito afectadas pelos tratamentos, que não estão, só minimamente, não é por aí. é porque de mim tu só mereces o melhor que te possa dar e há coisas, Miguel, que eu não o posso fazer, tens que ser tu a descobrir por ti mesmo e, acredita que és PESSOA mais do que suficiente para tal.
como deves estar recordado, isto vem no seguimento da nossa última conversa telefónica em que dizias que eu andava afastado do teu blogue. como vês não é nada disso e se não entendes ou aceitas alguma das três razões que te dei acima, por favor, diz-me o que queres que eu faça.
outra coisa, já reparaste que ainda não fiz um texto sobre a tua Irmã? se sim, porque não perguntaste porquê?não achas estranho?
tenho saudades tuas, de te tocar, de te abraçar, de estar só ao pé de ti na mesma sala dizendo das maiores parvoíces ou falando de coisas sérias. dá-me mais ou menos sessenta dias e vamos juntarnos outra vez, valeu?
aquele abraço da chegada, misturado com o abraço da partida, recebe-o agora, Filhote querido.
Dad
segundo. cada vez mais o teu inglês é a tua primeira língua e o meu passou para terceira, ou mesmo quarta, já não me sinto tão à vontade para as "entrelinhas", embora o essencial ainda consiga apreender.
terceiro, e (por agora) último, tu falas de amor. de um ou mais amores, o que eu acho uma maravilha, falar de amor, mesmo quando as palavras possam não ser as mais correctas ou indicadas, é sempre bom, porque se fala de uma coisa muito importante, talvez a mais importante que exista.
o problema é que esse amor, ou amores, são sentimentos teus, que terás que ser tu a resolver, descobrir, efectivar (ou não). sobre amor não se podem dar conselhos ou comentários, eles estão no coração de cada qual, que os vive e sente à sua maneira, ou se consertam ou se rasgam corações mas esses são actos solitários.
nunca deixarei de ler tudo o que escreveres, mas só comentarei aquilo a que me sentir capaz de o fazer, não penses que as minhas capacidades mentais estão muito afectadas pelos tratamentos, que não estão, só minimamente, não é por aí. é porque de mim tu só mereces o melhor que te possa dar e há coisas, Miguel, que eu não o posso fazer, tens que ser tu a descobrir por ti mesmo e, acredita que és PESSOA mais do que suficiente para tal.
como deves estar recordado, isto vem no seguimento da nossa última conversa telefónica em que dizias que eu andava afastado do teu blogue. como vês não é nada disso e se não entendes ou aceitas alguma das três razões que te dei acima, por favor, diz-me o que queres que eu faça.
outra coisa, já reparaste que ainda não fiz um texto sobre a tua Irmã? se sim, porque não perguntaste porquê?não achas estranho?
tenho saudades tuas, de te tocar, de te abraçar, de estar só ao pé de ti na mesma sala dizendo das maiores parvoíces ou falando de coisas sérias. dá-me mais ou menos sessenta dias e vamos juntarnos outra vez, valeu?
aquele abraço da chegada, misturado com o abraço da partida, recebe-o agora, Filhote querido.
Dad
18 de março de 2010
"Pequeno almoço"
este já cá mora
vai ser uma pena
daqui a bocado
vai-se embora.
estava eu a mamar o tal "gute" quando dei por mim a pensar (ai o que estes tratamentos me fazem: pensar! se eles soubessem como pode per perigoso....) adiante, como as pessoas ficam contentes quando eu acedo a coisas que elas me dizem (e de que eu já tenho na ideia há bué de tempo a resolução), olha faz isto ou aquilo, ou aqueloutro, era bom para ti, por isto, por aquilo, etc. vai daí eu ponho o que me resta do meu melhor sorriso e, com uma voz o mais maviosa possível, digo: tá bem, vou fazer. é ver o contentamento na cara delas porque "contribuíram" para o meu bem estar, são poucas as que o fazem, mas ainda há algumas. é porreiro. elas ficam felizes e eu também. dizer sim começa a ser quase tão agradável como dizer não.
inté, agora é que me "boi"mesmo. tenho mais o que fazer. (como dizem as brasileiras, não sei se os brasileiros também o dizem porque não os ouço muito).
vai ser uma pena
daqui a bocado
vai-se embora.
estava eu a mamar o tal "gute" quando dei por mim a pensar (ai o que estes tratamentos me fazem: pensar! se eles soubessem como pode per perigoso....) adiante, como as pessoas ficam contentes quando eu acedo a coisas que elas me dizem (e de que eu já tenho na ideia há bué de tempo a resolução), olha faz isto ou aquilo, ou aqueloutro, era bom para ti, por isto, por aquilo, etc. vai daí eu ponho o que me resta do meu melhor sorriso e, com uma voz o mais maviosa possível, digo: tá bem, vou fazer. é ver o contentamento na cara delas porque "contribuíram" para o meu bem estar, são poucas as que o fazem, mas ainda há algumas. é porreiro. elas ficam felizes e eu também. dizer sim começa a ser quase tão agradável como dizer não.
inté, agora é que me "boi"mesmo. tenho mais o que fazer. (como dizem as brasileiras, não sei se os brasileiros também o dizem porque não os ouço muito).
Tatuagem
já me decidi. vou fazer a cara da Dra. Manuela Ferreira Leite a ser entrevistada pela Dra. Manuela Moura Guedes, só as caras, claro, e mesmo assim não sei se me chegarão as costas todas e eu só tinha pensado no ombro esquerdo.mas tem que ser, ando a pensar nisto há uns tempos e agora está decidido. vocês já imaginaram os milhares de olhos de garotas giras tentando perceber o porquê? e se algumas resolverem me consolar pensando que eu não bato bem da bola (e não) ou que sofro de carências afectivas, é pá, aquilo é que vai ser .....
a doença ainda não me atacou o cérebro, eu sou mesmo doido assim, já era, sempre fui. até costumava dizer que só tinha pensamentos de mer.... e só cag... sentenças.
bom, vou lá tratar do iogurte que é o melhor que faço.
a doença ainda não me atacou o cérebro, eu sou mesmo doido assim, já era, sempre fui. até costumava dizer que só tinha pensamentos de mer.... e só cag... sentenças.
bom, vou lá tratar do iogurte que é o melhor que faço.
Primeiro dia (madrugada)
estou no meu tempo preferido "a orla do dia". já fiz umas coisinhas, respondi a mails, enviei mails, etc. (até já fui fazer xixi) e acordei a Alice às 5 da matina para lhe perguntar onde é que ela tinha cigarros escondidos, devo ouvir poucas quando ela se levantar..... o que vale é que eu não ligo muito (ah! muito, nada), já cá os tenho, também só me disse porque estava ainda a dormir, senão fumava um cigarrito mas era.... pois.
para já está tudo bem, como ontem, a única excepção é a porra da bomba que não dá jeito nenhum para dormir, parece um biberão aqui agarrado às minhas maminhas. ao quarto ou quito dia, quando já me habituei ao bicho, vou tirar o dito, a isto é que se pode chamar um contra senso (não sei o que quer dizer mas uma vez vi e ouvi a Manuela Moura Guedes - devo estar bêbado - a dizer isto no tal jornal das sextas que foi ao ar e adorei. a forma como ela moldava aquela """"boquinha"""" para articular a palavra ainda hoje faz parte dos meus sonhos mais queridos. como gostei, de quando em vez lá uso, para não me esquecer.
"prontos" para agora chega, vou ali à cozinha comer um iogurte de meio quilo, de pêssego, e vou cirandar por aqui por casa, porque hoje mais uma vez (NOVIDADE) está a chover e eu estou "preso" ao tempo que faz.
ontem, lá no tratamento, também não consegui ver a minha médica, a Dra. Ana Ferreira de Castro, que pena, ela é tão bonita e simpática que era mais um paliativo (desta palavra também gosto) para mim. paciência.
té logo ó pessoal das barracas.
para já está tudo bem, como ontem, a única excepção é a porra da bomba que não dá jeito nenhum para dormir, parece um biberão aqui agarrado às minhas maminhas. ao quarto ou quito dia, quando já me habituei ao bicho, vou tirar o dito, a isto é que se pode chamar um contra senso (não sei o que quer dizer mas uma vez vi e ouvi a Manuela Moura Guedes - devo estar bêbado - a dizer isto no tal jornal das sextas que foi ao ar e adorei. a forma como ela moldava aquela """"boquinha"""" para articular a palavra ainda hoje faz parte dos meus sonhos mais queridos. como gostei, de quando em vez lá uso, para não me esquecer.
"prontos" para agora chega, vou ali à cozinha comer um iogurte de meio quilo, de pêssego, e vou cirandar por aqui por casa, porque hoje mais uma vez (NOVIDADE) está a chover e eu estou "preso" ao tempo que faz.
ontem, lá no tratamento, também não consegui ver a minha médica, a Dra. Ana Ferreira de Castro, que pena, ela é tão bonita e simpática que era mais um paliativo (desta palavra também gosto) para mim. paciência.
té logo ó pessoal das barracas.
17 de março de 2010
Já ouviram falar de política?
Ora aqui está um bom exemplo do que eu penso dos nossos políticos, são uma cagada de elefantes, cagada, não é manada.
Vespera da tortura
hoje é a noite em que podia ir com meu sobrinho Ricardo ter com as amigas dele (quando eu estiver bom não me escapa), é a noite em que não durmo, passo um bocadinho (alguns) pelas brasas, mas não é dormir. estou mais cansado amanhã de manhã do que agora, e se eu hoje "pedalei". porque é que é que o raio do motor do alfa tinha que ser boxer, e não twin-sparq? desses arranjam-se facilmente, boxers só as minhas ... que porra.
e não falamos nos euros envolvidos que ainda vou ter que "fabricar". eu sempre disse: mais vale ser rico e ter saúde do que ser pobre e estar doente. pois fiz exactamente o contrário, não é lá de quem é muito (nem pouco) esperto. só eu.
bem, não sejamos injustos, há mais e muito piores.
não sei se vou voltar aqui hoje, estou um pouco desconcentrado, um pouco é favor, e para além disso o meu feeling não está muito em forma, hoje estou "mood". ou é moody?, não interessa, estou com uma carrada de caspa interior que é um desatino, já pedi à minha Alice para me comprar uma daquelas escovas com cabo fininho para lavar a cabeça por dentro, mas até agora ainda não veio.
hoje fui tirar sangue para amanhã não estar à espera dos resultados e dei comigo a sentir saudades da minha médica, gostava de me ter cruzado com ela nem que fosse só para dizer uma chalaça, paciência.
ora aí está uma coisa que eu não consigo encontrar à venda, nem no e-bay, se algum de vós souber onde se vende faça-me um favor, compre-me para aí meio kilo, ou meio litro, não sei bem como é que aquilo se vende, e mande para mim, nem que seja à cobrança (o ideal era que fosse oferta....). mas "brigadão" na mesma.
não queria acabar sem vos dizer que ainda existem pessoas mesmo boas (dignas desse nome: pessoas). quando tiver paciência hei-de vos contar como conheci uma delas, o Sr. David da Auto Reparadora Caracas. tem piada, eu não esqueço, mas agora não dá. e o mais engraçado é que eu continuo a gostar de pessoas à primeira, embora tenha tenha razão de queixa de muitas delas, acho ( e espero) que a minha capacidade de gostar só por gostar, e por ser bom gostar de gostar, não sofra qualquer alteração com esta coisa dos tratamentos, pois houve algumas coisas que sofreram e não estou a falar de ... pois de .. isso... vá lá não me "obriguem" dizer... pronto SEXO. satisfeitos agora? já tê mais uma coisa para me gozar, e fui eu que vos dei a deixa, o brinquedo, sou um gajo ou muito porreiro, ou muito estúpido.
bom, e não esqueçam a partir de depois de amanhã, devo estar intratável (também estou quase sempre), se não aparecer aqui durante uns tempos (não acredito) ou se virem nas coisas que escrevo alguma tristeza ou desânimo, é normal, por favor desculpem-me de avanço porque vocês sabem que nesses dias tenho que estar mais concentrado em sublimar o sofrimento, para que o gajo não pense que vai ganhar, é uma jogada "pisicológica", eu faço-me ainda mais forte do que sou, ou estou, ele começa a pensar que daqui não leva nada, vai daí desanima, vai-se embora e eu ganho, simples, não? pois.
e depois não querem que diga que sou uma "máquina", claro que sou.
inté.
e não falamos nos euros envolvidos que ainda vou ter que "fabricar". eu sempre disse: mais vale ser rico e ter saúde do que ser pobre e estar doente. pois fiz exactamente o contrário, não é lá de quem é muito (nem pouco) esperto. só eu.
bem, não sejamos injustos, há mais e muito piores.
não sei se vou voltar aqui hoje, estou um pouco desconcentrado, um pouco é favor, e para além disso o meu feeling não está muito em forma, hoje estou "mood". ou é moody?, não interessa, estou com uma carrada de caspa interior que é um desatino, já pedi à minha Alice para me comprar uma daquelas escovas com cabo fininho para lavar a cabeça por dentro, mas até agora ainda não veio.
hoje fui tirar sangue para amanhã não estar à espera dos resultados e dei comigo a sentir saudades da minha médica, gostava de me ter cruzado com ela nem que fosse só para dizer uma chalaça, paciência.
ora aí está uma coisa que eu não consigo encontrar à venda, nem no e-bay, se algum de vós souber onde se vende faça-me um favor, compre-me para aí meio kilo, ou meio litro, não sei bem como é que aquilo se vende, e mande para mim, nem que seja à cobrança (o ideal era que fosse oferta....). mas "brigadão" na mesma.
não queria acabar sem vos dizer que ainda existem pessoas mesmo boas (dignas desse nome: pessoas). quando tiver paciência hei-de vos contar como conheci uma delas, o Sr. David da Auto Reparadora Caracas. tem piada, eu não esqueço, mas agora não dá. e o mais engraçado é que eu continuo a gostar de pessoas à primeira, embora tenha tenha razão de queixa de muitas delas, acho ( e espero) que a minha capacidade de gostar só por gostar, e por ser bom gostar de gostar, não sofra qualquer alteração com esta coisa dos tratamentos, pois houve algumas coisas que sofreram e não estou a falar de ... pois de .. isso... vá lá não me "obriguem" dizer... pronto SEXO. satisfeitos agora? já tê mais uma coisa para me gozar, e fui eu que vos dei a deixa, o brinquedo, sou um gajo ou muito porreiro, ou muito estúpido.
bom, e não esqueçam a partir de depois de amanhã, devo estar intratável (também estou quase sempre), se não aparecer aqui durante uns tempos (não acredito) ou se virem nas coisas que escrevo alguma tristeza ou desânimo, é normal, por favor desculpem-me de avanço porque vocês sabem que nesses dias tenho que estar mais concentrado em sublimar o sofrimento, para que o gajo não pense que vai ganhar, é uma jogada "pisicológica", eu faço-me ainda mais forte do que sou, ou estou, ele começa a pensar que daqui não leva nada, vai daí desanima, vai-se embora e eu ganho, simples, não? pois.
e depois não querem que diga que sou uma "máquina", claro que sou.
inté.
16 de março de 2010
Procuro ajuda
estava eu ontem à noite a ver uma série que dá no AXN: "Mentes Criminosas", que quando acaba deixa sempre uma citação de um ilustre qualquer sobre o tema do episódio. a citação de ontem foi:
"Mais vale escrevermos para nós e não termos público do que escrevermos para o público e não nos termos a nós"
gostei sinceramente da frase, escusado será dizer que vim logo aqui para o google à procura do nome do homem, que me parece ser (ou ter sido) um escritor irlandês ou inglês. passei aqui um largo bocado e não consegui encontrar, será que algum de vós me pode ajudar neste sentido? qual o nome do escritor?
agora vou pequeno-almoçar e ala que aí vai ele, já são 7:41 zulu.
"Mais vale escrevermos para nós e não termos público do que escrevermos para o público e não nos termos a nós"
gostei sinceramente da frase, escusado será dizer que vim logo aqui para o google à procura do nome do homem, que me parece ser (ou ter sido) um escritor irlandês ou inglês. passei aqui um largo bocado e não consegui encontrar, será que algum de vós me pode ajudar neste sentido? qual o nome do escritor?
agora vou pequeno-almoçar e ala que aí vai ele, já são 7:41 zulu.
15 de março de 2010
palavras
não conheço essa coisa do "jeito para as palavras", mas conheço muito bem as palavras, elas são o veículo de transmissão sem as quais nós não podíamos dizer o que vai dentro de nós.
eu posso até nem as utilizar (segundo critérios vários) nos "cannones" estabelecidos, a situação delas na frase pode não ser a mais correcta, podem variar muitos aspectos daquilo que se considera "escrita", mas eu sei o que cada palavra que emprego quer dizer, realmente quer dizer, porque em algum momento da minha vida a senti, fundo em mim, tristeza ou alegria, e soube exactamente o que esse conjunto de letras significa. as palavras não são artificiais, elas representam aquilo que eu tenho ou quero dizer nesse momento, é por isso que eu não "brinco" com as palavras, elas estão onde e como a pus não à toa mas significando o que sou, ou sinto nessa ocasião. por isso não tenho medo dos erros, das pontuações das sintaxes e outras regras que aprendi mas que não demorei muito a esquecer, porque para mim o sentimento e as regras nunca se deram bem (para além de eu nem sempre saber, poder ou querer aceitar regras). agora as palavras essas, as que escrevo, sendo de toda a gente (daí a compreensão) são as minhas na altura em que me arrisco, dando de barato que não estou a escrever nenhuma obra de arte mas sim a exprimir o que no momento de escrever quero transmitir.
cada palavra é, assim importante por si própria, porque tem a vida que eu lhe sopro lá dentro, um conjunto delas não necessita fazer uma frase bonita, precisa, isso sim, de contar (não é explicar) aquilo que eu vos quero transmitir e a maneira como o quero fazer.além que não tenho nada a ver com oratórias (e até me safo muito bem a falar em público, mesmo muito bem), nem contar histórias, as palavras que escrevo aqui no computador, para vocês lerem, sr quiserem não vêm da minha cabeça, não, vêm do peito, que não é tão racional mas, e por isso mesmo, dá mais erros mas conhece melhor as palavras, porque as sentiu enquanto a razão só as sabe e inventar e organizar, topam a diferença? se eu soubesse conciliar as duas coisas não era mais feliz por isso, sê-lo-ia por outra coisa, podia dizer que sabia escrever, o que na verdade verdadinha não sei, mas sei, isso sim que sou capaz de chegar até vós, porque vocês estão predispostos a tolerar os meus erros, e mesmo enganado-me ao princípio, não é para mim que organizo estas frases, é por mim, que como sabem tão bem como eu são coisas totalmente diferentes, mas elas não são para mim e sim para vós, porque eu já as tenho e agora fico feliz em dá-las, em reparti-las, como ideias ou pensamentos mas, mais do que tudo sentimentos com vocês, enquanto vocês quiserem.
não conheço essa coisa do "jeito para as palavras", mas conheço muito bem as palavras, elas são o veículo de transmissão sem as quais nós não podíamos dizer o que vai dentro de nós.
isto estava aqui a um canto e eu não sabia se havia de reler ou não, resolvi não o fazer, está, está e pronto.
eu posso até nem as utilizar (segundo critérios vários) nos "cannones" estabelecidos, a situação delas na frase pode não ser a mais correcta, podem variar muitos aspectos daquilo que se considera "escrita", mas eu sei o que cada palavra que emprego quer dizer, realmente quer dizer, porque em algum momento da minha vida a senti, fundo em mim, tristeza ou alegria, e soube exactamente o que esse conjunto de letras significa. as palavras não são artificiais, elas representam aquilo que eu tenho ou quero dizer nesse momento, é por isso que eu não "brinco" com as palavras, elas estão onde e como a pus não à toa mas significando o que sou, ou sinto nessa ocasião. por isso não tenho medo dos erros, das pontuações das sintaxes e outras regras que aprendi mas que não demorei muito a esquecer, porque para mim o sentimento e as regras nunca se deram bem (para além de eu nem sempre saber, poder ou querer aceitar regras). agora as palavras essas, as que escrevo, sendo de toda a gente (daí a compreensão) são as minhas na altura em que me arrisco, dando de barato que não estou a escrever nenhuma obra de arte mas sim a exprimir o que no momento de escrever quero transmitir.
cada palavra é, assim importante por si própria, porque tem a vida que eu lhe sopro lá dentro, um conjunto delas não necessita fazer uma frase bonita, precisa, isso sim, de contar (não é explicar) aquilo que eu vos quero transmitir e a maneira como o quero fazer.além que não tenho nada a ver com oratórias (e até me safo muito bem a falar em público, mesmo muito bem), nem contar histórias, as palavras que escrevo aqui no computador, para vocês lerem, sr quiserem não vêm da minha cabeça, não, vêm do peito, que não é tão racional mas, e por isso mesmo, dá mais erros mas conhece melhor as palavras, porque as sentiu enquanto a razão só as sabe e inventar e organizar, topam a diferença? se eu soubesse conciliar as duas coisas não era mais feliz por isso, sê-lo-ia por outra coisa, podia dizer que sabia escrever, o que na verdade verdadinha não sei, mas sei, isso sim que sou capaz de chegar até vós, porque vocês estão predispostos a tolerar os meus erros, e mesmo enganado-me ao princípio, não é para mim que organizo estas frases, é por mim, que como sabem tão bem como eu são coisas totalmente diferentes, mas elas não são para mim e sim para vós, porque eu já as tenho e agora fico feliz em dá-las, em reparti-las, como ideias ou pensamentos mas, mais do que tudo sentimentos com vocês, enquanto vocês quiserem.
não conheço essa coisa do "jeito para as palavras", mas conheço muito bem as palavras, elas são o veículo de transmissão sem as quais nós não podíamos dizer o que vai dentro de nós.
isto estava aqui a um canto e eu não sabia se havia de reler ou não, resolvi não o fazer, está, está e pronto.
Junta Mérdica
Hoje não apareci aqui porque foi a Aveiro (muito gostam eles de mim lá !!!) para mostrar o ... relatório da médico (que a Dra, Ana Ferreira de Castro me passou). Continuo de baixa, eu, que tenho 1.90 m de altura (não de altitude). Resolvido.
Vai daí, ou seja, vindo de lá (a minha mãe quis ir comigo) corria eu pela auto estrada em direcção a casa quando o meu Alfa, pensou, não disse, mas fez: avariou. Uma destas não estava à espera. Não vou contar a cena da assistência em viagem porque não interessa, quero é ver amanhã o que se passa com o menino para fazer birras.
Tou bem disposto à mesma, embora um bocado mais preocupado por causa do "guito" para arranjar o chasso, mas isso logo se vê.
Amanhã de manhã eu regresso, não desesperem, por favor ....
Vai daí, ou seja, vindo de lá (a minha mãe quis ir comigo) corria eu pela auto estrada em direcção a casa quando o meu Alfa, pensou, não disse, mas fez: avariou. Uma destas não estava à espera. Não vou contar a cena da assistência em viagem porque não interessa, quero é ver amanhã o que se passa com o menino para fazer birras.
Tou bem disposto à mesma, embora um bocado mais preocupado por causa do "guito" para arranjar o chasso, mas isso logo se vê.
Amanhã de manhã eu regresso, não desesperem, por favor ....
14 de março de 2010
Paula
esqueci-me de te perguntar, e se isto está aqui é para ser usado, né?
que te parece agora o teu primo?
que te parece agora o teu primo?
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